Foi realizado no Centro de Vivências Nazaré, o encontro sobre eco-vilas, focalizado pelo casal May East e Craig Gibsone, da Foudation Findhorn (Escócia), uma comunidade fundada em 1962 dedicada ao experimento de novas formas holísticas de vida.
Neste encontro foi apresentada, num exercício de síntese a experiência de vida em Findhorn e outras eco-vilas espalhadas pelo mundo. O objetivo em comum dessas eco-vilas é criar um método de vida sustentável, onde as decisões tomadas hoje levem em consideração as próximas gerações e sua habilidade de irem de encontro às suas necessidades no futuro. Durante o curso, realizamos alguns rituais inspirados em diversas tradições e em abordagens contemporâneas.
Eco-vilas buscam o viver em círculo, sem hierarquia. O trabalho é remunerado e não existe valor diferente a qualquer tipo de serviço. Buscam a auto-suficiência sem se isolar das sociedades onde vivem e sim associam-se a elas em busca suas necessidades.
Não criticam o sistema de organização humana a que estamos submetidos, mas criam sua própria cultura. Têm seus problemas, tal como a educação, onde os jovens são convidados a sairem da comunidade para se formarem em universidades.
Os sentimentos humanos de um para com o outro são aspectos importantes para eles, tal qual a forma de criarem filhos, assim como tudo que está ligado à afetividade. Vivem como uma grande família onde todos respeitam a liberdade individual de cada um; nada é imposto, tudo é exposto.
Diferente dos grandes aglomerados urbanos, as eco-vilas estabelecem um número limite de pessoa, pois visam a qualidade humana, onde todos possam se conhecer mais intimamente e se sentirem mais identificados, evitando a massificação humana, onde um ser é apenas um indivíduo.
EM FINDHORN
Seus trabalhos estão voltados à auto-produção de alimentos, na agricultura orgânica. Desde o início a comunidade FINDHORN se tornou famosa pelo seu trabalho em co-criação com os reinos da natureza. Até os cientistas têm ido examinar suas plantações, pois existe lá o famoso repolho de 15 quilos, embora a região seja de antigas dunas de areias.
Todo o projeto de construção é apresentado em assembléia e discutido abertamente, onde independente de cargos ou diplomas, todos opinam sobre o projeto.
Buscam a auto-suficiência em produção de energia, principalmente através do héliovento; cada casa construída tem seu próprio gerador de energia elétrica.
Dançam, cantam e realizam rituais de várias tradições e acreditam que a alegria é fundamental para trabalhar a cura de si e do planeta.
PARTICIPANTES
Havia representantes de três regiões: Centro- oeste, Sul e Sudeste, onde a maioria ficou muito empolgada com a possibilidade da criação de eco-vilas aqui no Brasil, pois as condições do clima são altamente favoráveis à produção agrícola de auto-suficiência, devido às terras abundantes e outros fatores; portanto no momento do encontro surgiu a idéia de que entre os participantes se formasse um grupo de amigos para estudar e projetar um plano para uma possível criação de eco-vilas e cada um apresentou como poderia colaborar e harmoniosamente formaram-se três núcleos, sendo um em cada região, onde três sedes foram cedidas para a formação das eco-vilas, “coincidentemente”, uma em cada região. Cada grupo formou uma estrutura básica de conhecimentos suficientes e necessários à formação, pois tinham educadores, agricultores, técnicos, etc. Ficou estabelecido que seriam feitas reuniões periódicas e a primeira aconteceu no dia 26 a 28 de outubro deste ano.
Esperamos que esse movimento não seja somente para a formação de algumas eco-vilas e sim para um plano básico de reorganização de uma sociedade que está disposta a sobreviver após o caos que o planeta irá passar nos próximos anos, onde acredita-se que o sistema monetário irá desintegrar junto com o sistema político e somente pequenas células humanas organizadas terão chances de sobreviver.
* Neuman Pinheiro
é educador em Penápolis- SP
e mãos dadas num grande círculo de cura, através de Danças e Cantos tradicionais e sagrados de vários povos do mundo, abrimos espaço para olhar o nosso interior e descobrir o que precisa ser mudado e criado no atual momento em nossa vida para que possamos realizar os nossos sonhos.
As DANÇAS CIRCULARES SAGRADAS são utilizadas como um maravilhoso instrumento de integração, celebração, autoconhecimento e autocura. Através das Danças Indígenas, Cirandas, Danças Gregas, Escocesas, Israelitas, Russas, Húngaras e outras, vamos em busca de nossa essência e desenvolvemos qualidades e aptidões que desconhecíamos ou com as quais tínhamos pouco contato. Elas nos ajudam a estar presentes, aqui e agora, e identificar o que precisamos mudar.
Os encontros na Lua Cheia para Dançar e Cantar trazem grandes benefícios aos participantes na medida em que, juntos, tomamos consciência da energia que se manifesta a cada mês, e das possibilidades de re-criar a nossa vida.
Desde os primórdios da humanidade que a Lua influencia o ser humano: no nascimento, no momento certo de plantar e colher, na menstruação, no calendário. Na LUA NOVA, quando existe a escuridão no céu, é o momento de semear novas metas, novos projetos. Na LUA CRESCENTE, quando a Lua está pela metade, é o momento de se movimentar em direção a estes projetos. Na LUA CHEIA, quando a Lua está totalmente radiante e transbordando de luz, é o momento em que os projetos estão em sua plenitude, e atingiram o ápice de sua realização. Nesta fase, a posição da Lua é oposta ao sol. Na LUA MINGUANTE, quando a Lua está na outra metade, é o momento de esperar os resultados do que foi plantado, caso não sejam satisfatórios, temos a oportunidade de iniciar um novo ciclo e um novo semear.
A cada Lua Cheia há grande oportunidade para nos abrirmos e recebermos as energias do signo daquele mês. Cada signo traz qualidades específicas para serem trabalhadas naquele momento e, à medida que fazemos isto conscientemente, vamos crescendo e nos transformando. Quando o Sol está num signo, a Lua está no oposto, e cada um tem seu elemento: terra, ar, água ou fogo. Cada Lunação é um momento propício para nos conscientizarmos daquilo que é necessário para ser trabalhado.
Para melhor compreensão, veja quadro na página seguinte:
LUNAÇÃO SOL PERÍODO PLENILÚNIO MOMENTO PROPÍCIO PARA:
(Lua Cheia)
1ª. CAPRICÓRNIO 22/23.12 A 20/21.01 CÂNCER Estabelecimento de
novas normas e limites
Elemento terra água
2a. AQUÁRIO 21/22.01 A 18/19.02 LEÃO Mudanças Pessoais
Elemento ar fogo
3a. PEIXES 19/20.02 A 19/20.03 VIRGEM Semear novos projetos
Elemento água terra
4a. ÁRIES 20/21.03 A 20.04 LIBRA Renovação e Crescimento
Elemento fogo ar
5a. TOURO 21.04 A 21.05 ESCORPIÃO Identificar as Sombras
e transformá-las
Elemento terra água
6a. GÊMEOS 22.05 A 21/22.06 SAGITÁRIO Direcionamento das
energias sem dispersão
Elemento ar fogo
7a. CÂNCER 22/23.06 A 22/23.07 CAPRICÓRNIO Retorno às raízes
Elemento água terra
8a. LEÃO 23/24.07 A 23/24.08 AQUÁRIO Expansão em direção
ao comunitário
Elemento fogo ar
9a. VIRGEM 24/25.08 A 23.09 PEIXES Fertilidade, plantio e colheita
Elemento terra água
10a. LIBRA 24.09 A 23/24.10 ÁRIES Avaliar os relacionamentos
Elemento ar fogo
11a. ESCORPIÃO 24/25.10 A 22/23.11 TOURO Transição do velho para o novo
Elemento água terra
12a. SAGITÁRIO 23/24.11 A 21/22.12 GÊMEOS Conquistar novas
metas sem perder o foco
Elemento fogo ar
A Lua é o grande símbolo do feminino. Os encontros na Lua Cheia para Dançar e Cantar ajudam a resgatar este princípio, nos conectando com novos ritmos. Experienciar cantos, gestos, passos e símbolos antigos auxilia na abertura para uma nova dimensão, uma nova consciência da humanidade como um todo; ajuda a nos alinhar energeticamente e crescer espiritualmente. Neste momento temos a grande oportunidade de distribuir toda a energia que contatamos para todos os lugares, seres e pessoas que precisem dela, inclusive nós mesmos. Podemos realizar um serviço planetário.
* SIRLENE BARRETO
Tel/Fax: (71) 452-8771 e (71) 9144-8771
Salvador - Bahia
Suzete Barreto